A HISTÓRIA DO
MARKETING
Conceito
Para fazermos uma
análise concreta da História do Marketing e seu desenvolvimento até os dias atuais,
precisamos analisar conceitualmente para que tenhamos uma idéia global do que é
o Marketing propriamente dito.
Existem vários
conceitos referentes ao Marketing, porém, vamos nos ater ao que é mais
utilizado, o conceito de Kotler:
“O marketing envolve
a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais”. Para
defini-lo de uma maneira bem simples, podemos dizer que ele ‘supre necessidades
lucrativamente’.
“Marketing é um
processo social pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam
por meio da criação, da oferta e da livre troca de produtos e serviços de valor
com outros.” (KOETLER, 2006, P.4)
Após fazermos essa
conceituação, já temos uma idéia de que Marketing abrange todo o processo de
produção até o cliente final. Ele participa da pré, venda e pósvendas, também,
sem medo de ousar, também do lucro e resultados obtidos pela aceitação ou não do
cliente e/ou consumidor.
Marketing existe desde o início
do escambo, quando se produzia e trocava-se para suprir necessidades, onde há
negociação, argumento há marketing, porém, o termo em si começou com a
Revolução Industrial, no qual, o consumidor tornou-se o foco a ser explorado.
Vamos fazer agora uma
breve análise década a década as principais contribuições do Marketing como
termo técnico e como ele se desenvolveu até os dias atuais.
Década de 40
Nos anos 40, os
primeiros estudos sobre o marketing vieram com trabalhos como o de Walter
Scott, sobre a aplicação da psicologia na propaganda e o de William J. Reilly
sobre as Leis de gravitação do varejo. A questão crucial era se as teorias de
mercado podiam ou não se desenvolver. Autores como Roland Vaile e outros
afirmavam que nunca seria possível desenvolver uma teoria mercadológica
genuína, pois considerava esta extremamente subjetiva, quase uma forma de arte.
Por outro lado, Bartels e outros começavam a admitir que existisse uma
potencialidade para a teoria mercadológica se tornar uma ciência. Na década de
40 existiam muitas resistências sobre o Marketing como ferramenta necessária
para estudo aprofundado e preciso do mercado, no qual o produto seria ou não
alvo de consumismo.
Algumas filosofias
foram criadas no final da década de 40 para a década de 50
São elas:
Orientação para
produção: O objetivo nesta transição de décadas era produzir para consumo,
porém, não se tinha como foco o gosto dos clientes e as necessidades dos
mesmos, visavam somente obter lucro com produtos, muitas vezes, precários. O Marketing
busca mudar, de forma quase insignificante, essa visão arcaica e atrofiada.
Orientação para
vendas: Busca-se trabalhar o produto como alvo de sedução, ou seja, com um
estoque farto (oferta), busca-se o consumidor (demanda) para obter o lucro
almejado. Busca-se o conceito de Promoção de Vendas.
Orientação para o
cliente: O marketing tem o papel de mudar o conceito de produzir para consumo
para o conceito de satisfazer o cliente com o produto que foi produzido e
inserido no mercado de consumo. Sua luta era contra a primeira onda da
qualidade (1950) – tinha-se a preocupação com a conformidade daquilo que é
produzido.(Koetler).
Década de 50
Divulgação do
Marketing propriamente dito com a obra de Peter Drucker "A Prática da
Administração", porém, ainda é uma tentativa, existindo grande
resistência, nessa fase de transição. Aproximadamente 1954.
Década de 60
Considerada a década
de grandes conceitos e definições de Marketing, foi a década divisora, a década
de quebra de paradigmas. Surgem dois grandes homens que mudaram a visão de
Marketing que são: Theodore Levitt, mais tarde intitulado o "pai" do
marketing, professor da Harvard Business School. Seu artigo na revista Harvard
Business Review intitulado "Miopia em Marketing", revelou uma
série de erros de percepção, mostrou a importância da satisfação dos clientes e
transformou para sempre o mundo dos negócios. O vender a qualquer custo deu
lugar à satisfação garantida.
Philip Kotler,
professor da Kellogg School of Management, lança a primeira edição de seu livro
"Administração de Marketing", onde reuniu, reviu, testou e
consolidou as bases daquilo que até hoje formam o cânone do marketing.(1967).
Década de 70
Considerada a década
da segunda onda da qualidade total, segundo Goldbarg (2000):
“A busca da
conformidade foi suficiente como uma resposta no pós-guerra. O mundo, contudo,
continuava girando e novos desequilíbrios foram produzidos na relação das
organizações produtivas com seu ambiente. A visão do Controle da Qualidade
Total (TQC) primitivo estava principalmente voltada para dentro da organização
e para a solução de problemas de racionalização da produção.”
Nasce, lentamente e
sem alardes, uma nova figura de comprador, cada vez menos consumidor e cada vez
mais cliente. À medida que essa figura passou a
Demandar atenção e
não somente produtos adequados a determinadas necessidades específicas, a
situação foi complicando-se para o produtor ou prestador de serviços desatento.
“Temos como premissa
maior: “O marketing envolve questões financeiras, voltadas á sua teoria de”
Vender a qualquer custo” passou a ser vista de outra forma:” Satisfação em
primeiro lugar ".
Hoje em dia o
MARKETING está em praticamente todas as áreas. ”(Fournies, 2010, p.8).
Dentro desse novo
padrão de exigência temos que:
- Cabe ao cliente, e
não a um setor técnico, definir o que venha a ser qualidade;
- O cliente pode não
ter sempre razão, mas deve ser sempre ouvido;
- É muito mais barato
preservar um cliente antigo do que buscar um cliente novo;
- Clientes são
parceiros, e não apenas compradores;
- Um bom cliente é
bem mais raro que um bom produto.
Década de 80
Precisamente em 1982
surge uma nova obra da literatura técnica para aprofundar ainda mais o conceito
de Marketing. Vem com o livro "Em Busca da Excelência", de Tom
Peters e Bob Waterman, que se tornaram os gurus do Marketing. Essa obra levou o
marketing às massas, e, portanto as pequenas e médias empresas, e a todo o tipo
de profissional.
O fenômeno dos gurus,
entretanto é responsável pelo posterior descuido com o.
Rigor da investigação
científica e uma tendência a modismos.
Década de 90
O avanço tecnológico
dos anos 90 teve um forte impacto no mundo do marketing. O comércio eletrônico
foi uma revolução na logística, distribuição e formas de pagamento. O CRM (Custo-me
Relationship Management) e o serviços de atendimento ao consumidor, entre
outras inovações, tornaram possível uma gestão de relacionamento com os
clientes em larga escala. A Internet chegou como uma nova via de comunicação.
Década de 2000
A virada do milênio
assistiu a segmentação da televisão a cabo, a popularidade
da telefonia celular
e a democratização dos meios de comunicação especialmente via Internet. A World
Wide Web já estava madura o suficiente e nos primeiros anos desta década
surgiram uma infinidade de pesquisas e publicações sobre Webmarketing e
Comércio eletrônico (também conhecido como e-commerce). Isso revolucionou tanto
a logística como a oferta de produtos, e o cliente passou a ter informações e
poder de barganha nunca antes vistos.
Não somente o
e-commerce tornou-se um grande diferencial como também as redes de
relacionamento começaram a surgir, e aí , grandes oportunidades de se fazer
contato e também fazer propaganda e Marketing do produto gratuitamente, sem
custo adicional. Criam-se grandes parcerias virtuais, nessa grande teia de
oportunidades muitos conseguem alavancar negócios e até mesmo ficarem
multimilionários do dia para a noite pela ousadia e visão de negócios.
Década de 2010
A década de 2010 é
marcada pela inserção da rede mundial de computadores e um novo comportamento
de compra on line, porém, não há pesquisas ou publicações a respeito de uma
tendência principal, como o marketing de busca. O que sugere a academia é que
há uma nova interrelação entre os meios, o acesso do consumidor ao mercado e as
formas de comunicação entre as empresas e os consumidores. 2010 é marcado como
um segundo divisor de águas, agora, a internet torna-se cada vez mais o grande
comércio mundial e a Globalização assina seu passaporte fixo.
Com o avanço
tecnológico desenfreado e o consumismo exacerbado, hoje temos na internet a
visão do futuro do Marketing. As compras tradicionais aos poucos são se
extinguindo, pois, as facilidades existentes no mercado virtual são inúmeras.
Produtos podem sofrer reduções de preços consideráveis, não é necessário um
número de funcionários considerável, logística técnicamente aplicada e garantia
de retorno imediato, com poucas chances de falência, diferente de uma venda
tradicional, no qual, a grande preocupação é conquistar o cliente pelo boca a
boca, pelo face a face, o que torna essa comunicação cada vez mais precária,
pois, a internet influencia da inibição e decadência deste setor tão antigo de
nossa sociedade hoje não mais moderna porém, tecnológica.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
1.GRACIOSO,
Francisco. Marketing, uma experiência brasileira. São Paulo: Cultrix,
1971.
2.FOURNIES,Ferdinand.
Por que os clientes não fazem o que você espera. São
Paulo:Sextante,2010.
3. KOTLER, Philip e
KELLER, Kevin. Administração de marketing. 12a Edição. São Paulo:
Prentice Hall, 2006.
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